Hierarquia

 

Introdução

            Depois do iniciado, existe um longo caminho a ser percorrido pelo filho ou filha de santo na vida religiosa. Ele irá aprendendo aos poucos, pela observação e           convivência, a lidar com as forças mágicas de seu orixá e dos demais e assim            galgando os degraus da hierarquia religiosa.

            Depois de 1,3,5 e 7 anos de realizada a iniciação, ela deverá ser “confirmada” pêlos rituais chamados deobrigação” e que repetem o ritual da iniciação, incluindo as comidas para todos os orixás.

            As obrigações dispensam apenas as despesas com roupas, contas e assentamentos    do orixá. No decá, oferece-se ainda, um animal de quatro pés para cada orixá que  a pessoa cultue. Do grau mais baixo ao mais alto temos o sistema hierárquico no candomblé, que veremos a seguir.

Ialorixá ou Babalorixá

            Líder do terreiro, o responsável pela iniciação de novos filhos de santo e por todo      o culto aos orixás de uma casa.

Ogã

            Ebomi do sexo masculino que não incorpora orixá. Apesar de sua principal função ser a de auxiliar a manter o terreiro em ordem,            fazendo pequenos consertos, a pintura, auxiliando nas despesas, fazendo serviços          que exige força física e pelar os animais de quatro pés sacrificados, há vários Ogãs    com diferentes funções num terreiro.     

Pejigã

            Ogã responsável pêlos cuidados com o orixá do peji (quarto de santo).  É ele quem verifica, juntamente com a iakekerê, se tudo está em ordem no peji.

Axogun

            Ogã responsável pelo sacrifício dos animais aos orixás, chamado de “ogã de faca”.

Alabês

            Ogãs que tocam atabaques, também chamados de “Ogã de couro”.                                                       

Olossain

            Ogã responsável por encontrar nos matos as folhas necessárias para os rituais e

            pelo culto de Ossaim no terreiro.

Ekede

            Ebomi do sexo feminino que não incorpora orixá. Ela tem como função auxiliar           o orixá, dançar com ele, vesti-lo, enxugar seu suor durante a dança (por isso que      trazem sempre uma toalha no ombro), etc. Geralmente é escolhida pelo próprio          orixá incorporado, numa festa pública.

Iyatebexê

Ekede responsável pêlos cânticos e reza dos orixás.        Apenas uma Ekede pode ocupá-lo pois alguém que virasse no santo poderia entrar       em transe durante a festa e assim os cantos seriam enterrompidos.

Ebomi

            Indivíduo que incorpora um orixá que já recebeu o título de sacerdote ou          sacerdotisa, o “decá”. Apenas depois de recebido o decá é que um terreiro        Próprio. Os Ebomis podem ocupar diferentes postos hierárquicos.

                                                   Iyakekerê ou Mãe pequena

            Auxiliar direta da mãe ou pai de santo.

Ialaxé

            Aquela que cuida dos axés dos orixás, como os pós, os pigmentos, as ferramentas      e os “temperos” das comidas sagradas.

Jibonã

            Responsável pêlos abiãs recolhidos para a iniciação e pêlos ensinamentos que este    recebe durante o período de recolhimento. Também chamada de “mãe criadeira”.

Dagã e Sidagã

            Responsáveis pêlos culto de Exu, especialmente pelo padê.

Iyabassé

            Responsável pela comida dos orixás e pela cozinha ritual em geral. É ela quem prepara os alimentos dos orixás e os ebós.

Iaô

            Indivíduo iniciado. Durante os sete primeiros anos de vida religiosa o iniciado recebe este nome.

Abiã

            Indivíduo ainda não iniciado, que passou apenas pela pré-iniciação do bori.     

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