Exu é o deus do movimento e da comunicação. É ele quem faz a ligação entre os orixás, no além (orun) e os homens na terra (aiyê). Exu é tido como um orixá ambíguo, amoral, perigoso, que tanto pode ser bom quanto ruim, uma vez que está sempre nos dois lados de tudo, tanto do bem quanto do mal, tanto do amor quanto do ódio; Exu está em todos os caminhos, pois ele representa o movimento naquilo que há demais abstrato. Uma lenda diz que Exu mata um passarinho ontem com uma pedra que atirou hoje. É ainda Exu que traz as mensagens de Orunmilá, o deus da adivinhação, para o jogo de búzios. Orixá masculino (aborô); elemento, fogo; símbolo, Ogó (pênis), com o qual ele se movimenta. É apontado o ogó para um certo sentido que Exu se transporta. Suas mensagens, no candomblé costumam Ter um falo ereto, o que causou o terror da igreja católica, que passou a associá-lo ao demônio. No entanto, no candomblé, Exu não possui está caracterização. Ele é visto como um dos mais importantes orixás, e qualquer ritual que se faça no candomblé louva e agrada Exu em primeiro lugar, pois sem ele nem as preces dos homens serão ouvidas, já que é ele o senhor do movimento do som. Ele leva as palavras, o som dos tambores, os sentimentos... e traz as dádivas dos demais orixás. Segundo as lendas, Exu foi o primeiro orixá a ser criado por Olodumare, o Universo. No rito Angola, Exu é chamado Bombogira, Tiriri, Lembá, Nilê, Cariapemba. No rito Jeje, Eleguá, Bará, Lalu. Principais qualidades: Langui (o da porta), Ijelu, Agbbô, Inã (do fogo), Odará (do feitiço), Elebó, Enuquebarijó (o multiplicador), Eleru, Onã, ou Lonã, Aqueçã, Barabô (o primeiro que se louva nos terreiros brasileiros. Cores; preto rajado de azul escuro ou vermelho; oferendas, Exu recebe oferendas de bode preto, galo preto, farofa, azeite de dendê, gim ou cachaça; espaço sagrado, os espaços físicos de Exu são livre, especialmente as encruzilhadas; dia de culto, Segunda-feira; saudação, Laroiê! ; sincretismo, sem sincretismo na maioria dos terreiros, e numa minoria, com o diabo.

                                               Ogum

            Ogum é o orixá representante da cultura, pois é o patrono da metalurgia, o deus inventor das ferramentas e da forja, e em conseqüência, inventor da faca com a qual sacrificam-se os animais, abrem-se os caminhos, conseguem-se os alimentos e também o inventor da espada com a qual os homens fazem a guerra e conquistam territórios. Por este motivo Ogum é considerado também o deus da guerra. Do mesmo modo que Exu, um dos orixás cultuados em primeiro lugar, vindo seu culto logo após o culto de Exu, uma que é ele quem abre os caminhos e dá ferramentas necessárias à realização dos rituais e do trabalho humano. Principais qualidades: Ogunjá, mejê, Alacorô, Aiacá, Alagbedê, Oromina, Xoroquê  ( que está associado miticamente a Exu), Menê e Igbô. No rito Angola, Incossi, Incossimucumbi e Roximucumbi. No rito Jeje, Gun. Orixá masculino (aborô), elemento, ar; símbolo, Obé (espada), com a qual ele abre todos os caminhos, propicia os sacrifícios e a guerra, o que faz com ele seja um dos poucos orixás a terem ascendência sobre Exu. Cor azul colbato; oferendas, feijoada, inhame no dendê, cabrito, cachorro; espaço sagrado, ar livre, estradas, trilhos de trem, portas, passagens em geral; dia da semana, Terça-feira; saudação, Ogunhê Patacori Auaneji! ; sincretismo, São Jorge, Santo Antônio.

                                               Oxossi

 

            Oxossi é o rei que representa as matas e sua fartura, pois toda a alimentação, e especialmente a caça, vêm da floresta. Oxossi é um deus caçador. Pode ser considerado o patrono do candomblé brasileiro, exatamente por sua associação às matas e suas riquezas. É o protetor dos caçadores, dos pais de família e de todos aqueles que provêm o sustento de outros. Oxossi também protege os animais da floresta e as matas. Principais qualidades: Arolê, Akuerã, Oréluerê, Obalojé, Olodé, Osseeuê, Otim. No rito Angola: Embualama, Mutacuzambi, Mozâmbi, Muta, Calombô, Mutalê. No rito Jeje é chamado de Aguê. Orixá masculino (aborô); elemento, ar; símbolo, Ofá (arco e flecha). Com o ofá, Oxossi caça os animais da floresta e os traz para os sustento de seus filhos. Oxossi é por isto considerado também um orixá da busca, da atenção e da paciência, que só os caçadores sabem Ter. o fato de seu símbolo ser o arco e flecha fez com que Oxossi fosse associado aos índios brasileiros, tendo por isto se tornado bastante popular nos candomblés brasileiros. Cor, azul turquesa e verde; oferendas, coco, milho, frutas e caça como tatu, coelho, pacas, anta; espaço sagrado, matas em geral; dia de culto, Quinta –feira; saudação, Okê, Arô!; sincretismo, São Sebastião.                                              

                                       Ossaim

 

            Ossaim é o orixá dono das folhas, principalmente do poder mágico, curativo e venenoso de cada uma delas. Todas as ervas, folhas e vegetação pertencem a Ossaim. Assim, ele é considerado o orixá patrono dos remédios e da ecologia. É ele quem libera as propriedades mágicas das folhas para os ebós e magias. Existem um ditado, no rito Ketu que diz: “Kô si ewê, ko si orixá”, que significa “sem folhas, não existe orixá”, pois na iniciação os principais elementos mágicos são as folhas, guardadas por Ossaim. orixá masculino (aborô); elemento, ar; principais qualidades, Ossaim Aroni. É chamado de Catendê no rito Angola e de Aguê no rito Jeje; símbolo, Um feixe de 7 lanças com folhas, tendo um pássaro pousado sobre a lança central simbolizando o poder das folhas de lutar contra as doenças e as feitiçarias, simbolizadas pelo pássaro (na África acredita-se que as feiticeiras assumem a forma de pássaro, especialmente a coruja, para atacar os homens). Cor, verde rajado de branco; oferendas, carneiro, pato, cágado, milho branco, acaça, feijão, farofa, dendê; espaço sagrado, as profundezas das matas; dia de culto, Quinta-feira; saudação, Ewê, Aça!; sincretismo, Santo Onofre. Dizem também que tem apenas uma perna e pode se manifestar como saci-pererê ou caipora, quando dentro da mata.

                                               Xangô

 

        Xangô, orixá trovão, e também da justiça. Poderoso, pode fulminar os injustos com suas pedras de raio. Pode ser Xangô moço, quando então representa os trovões suaves, ou Ayrá, o trovão forte, que é seguido do raio que torna o céu branco. Representa também a sedução masculina, uma vez teve como mulheres as orixás mais sedutoras dos mitos: Oxum, Iansã e Obá. Sendo associado aos reis Africanos de Oió, é visto também como orixá que traz a riqueza e o discernimento intelectual aos homens. É muito popular no nordeste. Principais qualidades: Ayrá (o Xangô que se veste de branco), Alacorô, Aganju, Alapalá, Afonjá, Dadá, Ogodô, Obacossô, Balu, Inquilá, Ossi, Igboná e Olgbé. No rito Angola é Zazi, Inzazi, Luango e Quibuco. No rito Jeje é Badé, Queviossô e Zomadonu. Orixá masculino (aborô); elemento, fogo; símbolo, Oxé, machado de duas lâminas, que representa seu poder de fazer a justiça e a coroa, símbolo de seu poder como rei. Cor, vermelho e branco; oferendas, carneiro, cágado, pato, galo carijó, quiabo com camarão seco e dendê (amalá); espaço sagrado, as cachoeiras; dia de culto, Quarta-feira; saudação, Kaô, Kabiecilê!; sincretismo, São Jerônimo, São João e São Pedro.

                                                   Oxum

 

            Oxum é o orixá das águas doces. Desse modo, também representa a fartura dessas águas, a beleza e a mansidão. Oxum é tida como deusa da fertilidade, uma vez que os rios fertilizam as terras. Está ligada ao outro, que se encontra nos rios, e ao amor. É a Oxum que se pede amor, filhos e dinheiro. A feminilidade é regida por Oxum. É a mais amada esposa de Xangô. Principais qualidades: Apará e Ipondá (guerreiras, que usam espadas), Iaomi, Iabatô, Ajagurá, Ipetu, Euji, Ossobô, Ijimu, (velha e feiticeira), Oloquê, Iaogá (que rege a menopausa),Ieiê-Odô (Oxum menina). No rito Angola é chamada de Quissambo, Quissambê e Danda. No rito Jeje é chamada de Aziritobossi, Navê e Vô Missã. Orixá feminina (iabá); elemento, água; símbolo, Abebê (espelho-leque) que simboliza as águas de Oxum e também a beleza desta orixá. Cor, amarelo; oferendas, cabra, galinha, pomba e peixes de água doce, milho branco, feijão fradinho, mel e ovos; dia de culto Sábado; saudação, Oraieiê-ô!; sincretismo, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora das Candeias.

                                                             Logum Edé

        Logum Edé é um orixá filho de Oxum e Oxossi, e está associado às beiras de rios, aos encontros dos elementos, no caso, as matas com as águas. Sendo filho das matas com o rio, Logum Edé personifica a riqueza e a fartura, sendo assim considerado um príncipe. É tido como um orixá meji, ou seja, metade Oxossi, metade Oxum. Seis meses vive nas matas, seis meses nas águas dos rios. Tem a paciência do pescador e a astúcia do caçador. Principais qualidades: Logum Edé também é chamado no Ketu de Ocurin, Ojongolô e Socotô. No rito Angola é visto como um Embualama e no rito Jeje é Bosso Jara. Orixá masculino (aborô); elemento, água; símbolo, Ofá e Abebê, unindo nestes dois as qualidades de Oxossi e Oxum. Cor azul e amarelo; oferendas, Logum Edé come tudo, aos casais: casal de pombos, de coelhos, come caça e peixes, milho, coco e mel; espaço sagrado, barrancas de rios, rios matas e cachoeiras; dia de culto, Quinta-feira; saudação Loci Arô!; sincretismo, Arcanjo Gabriel e Santo Expedito.

                                           Obaluaiê

 

             Obaluaiê é o orixá senhor da saúde e das doenças. Principalmente das doenças de pele como a varíola, e está associado também à força da terra. Se Ossaim tem o poder curativo e venenosos das folhas, é Obaluaiê o orixá que tem o poder de trazer ou levar as epidemias, e assim exercer o controle das populações e da vida na terra. Por está razão, Obaluaiê e sua qualidade mais velha, Omulu, estão intimamente associados à morte (eku). Principais qualidades: Jagum (senhor da morte), Ajacá, Afomã, Xaponã, Ibonã, Etutu, Icorô e Alanô. No rito Jeje é chamado de Airoso, Azuanô, Sapatá, Xamponã. No rito Angola, é chamado Cavungo, Quicongo, Cabalanguange. Orixá masculino (aborô); elemento, terra; símbolo, Xaxará. Uma espécie de cetro, com sementes dentro, que representam a proliferação, o aumento o crescimento, das doenças ou da saúde. É com seu xaxará que Obaluaiê espalha seu axé. Cor branco rajado de preto (Obaluaiê) ou vermelhas rajado de preto (Omulu); oferendas, pipoca; espaço sagrado, cemitérios; dia de culto, Segunda-feira; saudação, Atotô!; sincretismo, São Lázaro.

                                                      Oxumarê

 

        Oxumarê é orixá arco-íris, aquele que transporta a água entre o céu e a terra misterioso, acredita-se que ele também traz dos céus as riquezas que a chuva proporciona. É originalmente um vodum Jeje, que foi incorporado, ainda na África, ao panteão Ketu. Principais qualidades: Dã, Dangbé, Bessém, Aidoú. No rito Angola é Angorô, e no Jeje Dã e Bessém. Orixá masculino (aborô); elemento, água; símbolo, Uma serpente enrolada numa haste ou o arco-íris, representando os mistérios de ambos. Cor verde e amarelo; oferendas, patos, tatu, batata doce, milho, feijão; espaço sagrado, matas e cachoeiras; dia de culto, Segunda-feira; saudação, Arroboboi!; sincretismo, São Bartolomeu.

                                                             Iansã

        Iansã é a deusa dos ventos e das tempestades, dos raios e dos mortos. Uma das três esposas favoritas de Xangô, é aquela que lhe dá apoio nas lutas contra as injustiças. Iansã representa a rapidez, a iniciativa, a agitação, o movimento. É uma orixá associada à sensualidade, à liberdade e à guerra. Principais qualidades: Iá Meçã, Iá Petu, Onirá (mulher de Xangô), Odô, Iansã Igbé, Iansã Topé e Iansã Igbalé (a Iansã das almas, Iansã Balé). No rito Angola é Bamborucema, Ialodê, Matamba. No rito Jeje é Sobô e Calé. Orixá feminino (iabá); elemento, fogo; símbolo, Eru (espanta-mosca), um s[imbolo de poder africano. Também a espada e o chifre de Búfalo são símbolos de Iansã, por sua relação com o mito, como veremos. Cor marrom e vermelho, e às vezes branca; oferendas, cabra, galinha, acarajé, milho, dendê, feijão; espaço sagrado, bambuzais, florestas, cachoeiras; dia de culto, Quarta-feira; saudação, Eparrei Oya!; sincretismo, Santa bárbara.

                                                            Obá

        Obá representa as águas dos rios bravios, do mesmo modo que Oxum representa as águas dos rios mansos. É um orixá feminino, associada às lutas pois do encontro dos rios Obá e Oxum, na África, surge o fenômeno da pororoca, associado à luta entre as águas. É uma das três mulheres favoritas de Xangô. É pouco cultuada no Brasil pois, do mesmo modo que Ewá, seu rito parece Ter sido perdido com a morte das velhas mães de santo. É considerada protetora das cozinheiras e empregadas domésticas. Principais qualidades: não constam. Orixá feminino (iabá);elemento, água; símbolo, Espada, que apresenta o caráter guerreiro desta iabá. Cor vermelho e amarelo; oferendas, carneiros, cabras, patas, acarajé e ovos; espaço sagrado, encontros de águas, ou águas revoltas; dia de culto, Quarta-feira; saudação, Obá Xirê!; sincretismo, Santa Catarina, Santa Joana D’Arc e Santa Marta.

                                                Ewá

 

        Ewá é orixá que representa o encontro da terra com o céu, ou do céu com o  mar, representa os horizontes, as passagens e as transformações. Por isso se diz também que ela está nos cemitérios, fazendo a transformação dos corpos e auxiliando as passagens dos espíritos para outras dimensões. Hoje é pouco cultuada, pois dizem que os antigos sacerdotes levaram consigo seus segredos sobre o culto de Ewá. No entanto ainda podemos vê-la dançar em alguns terreiros. Alguns a consideram a esposa de Oxumarê, mas a maioria dos Babalorixás e Ialorixás nega isto, dizendo que a esposa de Oxumarê é Aracá e não Ewá. Orixá feminino (iabá); elemento, água. Principais qualidades: não se conhece. É um vodum Jeje tem o mesmo nome e na Angola é considerada qualidade de Oxum; símbolo, Arpão. Diz-se que é com seu Arpão que Ewá puxa o sol e faz a noite cair no horizonte. É com seu arpão que Ewá faz a ligação entre os mundos, integrando-os um ao outro. Cor verde escuro, rosa e azul claro; oferendas, cabra, pomba, milho branco, cebola, azeite doce; espaço sagrado, nascentes olhos d’água; dia de culto, Sábado; saudação, Rinró!; sincretismo, Nossa Senhora do Monte Serrat.

                                                Iemanjá

 

        Iemanjá é o mais popular dos orixás no Brasil. Ela representa as águas salgadas. Considerada a mãe dos peixes e de muitos orixás, entre eles Exu, Ogum e Xangô, é ela quem provê a humanidade de alimento, possibilita as navegações e é considerada a responsável pela saúde mental dos indivíduos. É a esposa de Oxalá, senhor de criação. Principais qualidades: Sobá, Ogunté, Aoiô, Ataramabá, Iamiodô, Sessu, Acurá, Maialeuó e Conlá. No rito Jeje é chamada de Abé e Aziri e no rito Angola Quicimbi e Dandaluanda. Orixá feminino (iabá)elemento água; símbolo, Espelho (representando as águas) peixes (os filhos do mar) e a meia-lua, que indica a relação deste astro com as marés e o temperamento instável dessa orixá; espaço sagrado, mar; dia de culto, Sábado; saudação, Odoiá! Eruiá!; sincretismo, Nossa Senhora da Conceição, dos Navegantes, das Dores, do Rosário e da Piedade.

                                                       Ibeji

 

            Ibeji representa a pariedade e a dualidade das coisas. Na África a importância dos gêmeos é grande em muitas culturas, e talvez por isto sejam sacralizados na forma de Ibeji, os gêmeos, cultuados sempre na forma infantil. Seu culto foi bastante cooptado pela umbanda menos pelo candomblé, onde eles estão associados aos erês, espíritos infantis que são porta-vozes dos orixás quando estes entram em transe. Eles costumam estar associados ao culto de Oxum, Xangô e Iansã, em cujos mitos aparecem crianças. Principais qualidades: não constam. Orixás masculino e feminino; elemento, terra; símbolo, desconhecido, pois não costumam incorporar, sendo cultuados apenas no peji, onde são representados pela imagem de gêmeos. Cor azul e risa; oferendas, doces, bolos, refrigerantes, caruru, mel, galinha e frutas; espaço sagrado, jardins; dia de culto, Domingo; saudação Beji Eró!; sincretismo, São Cosme e São Damião.

                                                                 Nanã

 

        Nanã, também conhecida como Nanã Buruku, é de origem Jeje e considerada a mais velha iabá. Está associada aos abismos e à lama do fundo dos rios, com a qual foram modelado os homens, segundo os mitos. É a mãe de Oxumarê e de Omulu, e altamente respeitada. Principais qualidades: Iabaim, Obá-lá, Ajaoci (dona da chuva) e Adjapá (a que não teme a morte). Orixá feminino (iabá); elemento, terra; símbolo, Ibiri (vassoura de taliças de dendezeiro) que acabou tomando a forma de um cetro. Algumas Ialorixás associam o Ibiri a um útero, por sua forma, e dizem que ele representa a origem humana. Cor azul e branco, lilás e roxo; espaço sagrado, pântanos, lamaçais, lagos e cemitérios; dia de culto, Segunda- feira; saudação, Saluba!; sincretismo, Sant’Ana..

                                          Oxalá

 

        Oxalá é o orixá primordial, o senhor de toda criação, do mundo, dos orixás e dos homens. Ele é faz parte dos orixás chamados de “funfun”, os orixás que se vestem de branco. É considerado o pai de todos os orixás e orixá supremo, ainda que na África este papel seja de Olodumare ou Olórun, o Universo. Principais qualidades: Obatalá (o Oxalá mais idoso, o branco primordial, o tudo e o nada), Oxalufã (o Oxalá velho que se movimenta apoiado no cajado mítico chamado paxorô), Lagbacê (o principio da fecundação, o esperma), Oxaguiã (Oxalá moço e guerreiro), Ajagunã e Olemoço, o comandante. No rito Jeje é Lissa e no rito Angola é Fururu quando mais velho é Lembá, Zambiapongo, Zambi, Emaculunga, Lecarenganga e Guiã, quando mais moço. Orixá masculino (aborô); elemento, ar; símbolo, Paxorô, cajado ritual que representa o poder, a ancianidade e os níveis da criação ao qual Oxalá está associado; pilão e socador (para Oxaguiã) que representa a criação da cultura material, a transformação da natureza. Cor branca; oferendas, arroz sem sal, inhame pilado sem sal, canjica adoçada com mel e comidas brancas e insossas. Caracol catassol (ibin), pombas e patas; espaço sagrado, jardins, águas, lugares calmos; dia de culto, Sexta-feira; saudação, Epa, Babá! Xeuê, Babá!; sincretismo, Jesus Cristo.   

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