PAI REGINALDO O REI DO VODU E MÃE MARTA
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                                                                                                                                                                                           CRENÇAS
Introdução

AS CERIMÔNIAS PÚBLICAS :A FESTA DE SANTO .
Festa” ou“Toque” é o nome que se dá, genericamente,à cerimônia pública de candomblé .Como os termos revelam ,está é uma cerimônia essencialmente comemorativa e musical .
Seu objetivo principal é a presença dos orixás entre os mortais.Sendo a música uma linguagem privilegiada no diálogo dos orixás,a festa pode ser entendida como um chamado ou uma prece , pedindo aos deuses que venham estar junto a seus filhos , seja por motivo de alegria ou de necessidade destes.
Tratando-se de uma festa,todo terreiro é enfeitado com folhas na parede e no chão e os três atabaques ( RUM , RUMPI,LÉ ), considerados aqueles que chamam os orixás juntamente com EXU, recebem comidas e são enfeitados com laços na cor do orixá ao qual foram consagrados, vale dizer, iniciados também.Todas as festa acontecem no espaço do terreiro denominado“barracão, onde se encontram os atabaques, à frente dos quais canta e dança o povo- de- santo separado ( ainda que dentro de um mesmo ambiente )da assistência,à qual também é reservada uma área .
Um toque comum começa, geralmente, pelo ritmo dos atabaques chamando a roda - de- santo”( os filhos desanto organizado circularmente), tendo à frente o pai - de - santo que entra tocando o adjá
( sineta ),seguindo pelos seus subordinados na hierarquia:mãe - pequena, pejigan , axogun,ogãs,ekedes,ebomis,iaô ordem de iniciação ou organizados por “barcos”e no fim da roda,os abiãs. Esta formação pode,ainda, dividir - se em duas rodas concêntricas:a dentro reservada aos ebomis ( iniciados a pelo menos 7 anos ) e a de fora formada pelos demais. A mãe ou pa - pequeno e as ekedes também costumam tocar o adjá ( sineta ritual ). Nas festas as roupas costumam ser de grande beleza , geralmente fazendo alusão,mesmo que no simples desenho do tecido,ao orixá individual do adepto .
Neste dia são usadas as contas dos orixás,os brajás ( colar de contas feito em gomos , símbolo do conhecimento e poder ) e as faixas na cintura,símbolos de ebomis e tudo o que identifique o status religios do indivíduo A roda entra dançando e,algumas vezes ,cantando alguma cantiga própria deste momento.Estando no barracão,os atabaques param,o pai- de-santo saúda EXUe tem início o padê .
 

PADÊ DE EXU


O padê é uma cerimônia que tem por finalidade “despachar” EXU (através da oferenda de farinha com dendê e gim),seja porque se acredite que ele possa causar perturbações ao toque,seja porque se acredite que é ele o principal mensageiro,que abrirá os caminhos para vinda os orixás.Dançando,a dagã e a sidagã,ou a mãe-de-santo e seu pejigãn seguram uma quartinha com água ou gim e um alguidar com farofa e dendê, ou farinha de milho e com ele saúdam os atabaques, as portas,o ariaxé enquanto todos cantam para EXU. A seguir,eles levam para a rua a comida e a bebida de EXU e a despejam num lugar onde ele possa comer .
XIRÊ
Fim do padê,o xirê prossegue Xirê é uma estrutura seqüencial de cantigas para todos os orixás cultuados na casa ou mesmo pela “NAÇÃO” começando por EXU e indo até
OXALÁ .
A palavra xirê significa brincar,dançar,e denota o tom alegre da festa de candomblé,onde os próprios vêm à terra para dançar,brincar com seus filhos. Durante o xirê,um a um,todos os orixás são saudados e louvados com cantigas próprias,às quais correspondem coreografias que particularizam as características de cada deus É nesses momentos,de grande efervescência ritual, que as divindades “baixam” Na maioria dos candomblés o xirê segue a ordem seguinte :
primeiro toca-se para EXU,no padê ( porque ele é o intermediário entre os homens e os orixás,entre o mundo do além e o da terra) ;
depois para OGUM ( porque é o dono dos caminhos e dos metais e sem ele e suas invenções da faca e da enxada o sacrifício aos orixás e o trabalho na terra estariam impedidos );OXOSSI (porque é irmão de OGUM e porque também está ligado à sobrevivência através da caça e da pesca) OBALUAIÊ (porque é o orixá da cura das doenças, ou aqueles que as traz ); OSSAIM (dono das folhas que curam daí sua ligação com OBALUAIÊ e também porque nada se faz sem folhas no candomblé ); OXUMARÊ ( por sua ligação com XANGÔ como escravo deste e como aquele que faz a ligação entre o céu (nuvens ) e a terra) XANGÔ deus do trovão e do fogo, trazido por OXUMARÊ ) ; OXUM (esposa favorita de XANGÔ); LOGUM - NEDÉ (o filho de OXUM , mas com OXOSSI); IANSÃ (que no mito criou LOGUM-NEDÉ juntamente com OGUM quando OXUM o abandonou);OBÁ
(tida em muitas casas como irmã de IANSÃ e a terceira mulher de XANGÔ ); NANÃ(a mais velha das yabás-orixás femininos) ;
YEMANJÁ( a dona das cabeças e mulher de OXALÁ) e, finalmente
OXALÁ,o senhor de toda a criação.Algumas casas, entretanto,segue outra ordem:EXU é louvado antes do começo da festa geralmente às 6 horas da tarde,sendo“despachado”. Quando começa a festa toca-se para OGUM,OXOSS,OSSAIM ( porque são irmãos );OBALUAIÊ ,OXUMARÊ,EWÁ e NANÃ ( três irmãos e sua mãe respectivamente,tidos como uma “família”da “nação” Gegê) ; OXUM e LOGUM-NEDÉ ( mãe e filho);IANSÃ e OBÁ (duas irmãs),XANGÔ,YEMANJÁ e por fim OXALÁ ( filhos e seus pais respectivamente ). Está seqüência parece privilegiar os vínculos de parentescos e de nação,enquanto à primeira privilegia os acontecimentos míticos que colocam em relação os orixás .Seja qual for sua seqüência e sua concepção cosmológica,ela costuma ser fixa para cada casa.É ele que,de alguma forma,norteia os acontecimentos da festa,fazendo, entre outras coisas,com que os filhos identifiquem, através das cantigas e ritmos, os momentos apropriados ao cumprimento da etiqueta religiosa como,por exemplo,dançar de certa maneira ou pedir a bênção à mãe-criadeira quando se toca para o orixá dela .
SAÍDA DE IAÔ
A festa de saída de iaô,que ocorre ao final de cada iniciação,é sempre muito concorrida e tida como uma das festas de maior axé,pois um orixá está “nascendo”O iaô normalmente costuma fazer quatro aparições em público no dia da festa,conhecidas como“saída de OXALÁ”ou“de branco”,saída de nação”ou “estampada” saída “do ekodidé”ou “do nome”e saída do rum ou “rica”.
SAÍDA DE OXALÁ
Na segunda saída o iaô entra no barracão vestido e pintado com as cores da “nação”. Há quem diga, no entanto,que esta saída especifica a “qualidade”(avatar)do orixá que está saindo Ele segue novamente a ordem dos cumprimentos, agora não mais se deitando ao chão,para dar o dobale e o paó,mas somente com seu jicá(saudação que os orixás fazem com o corpo),uma vez que o ilá ( grito com que o orixá se anuncia)só será conhecido após a “queda”(retirada)do kelê .
Saída de nação
Na segunda saúda o iaô entra no barracão vestido e pintado com as cores da (“ nação) . Há qum dica, no entanto, que esta nesta saída especifica a ( qualidade) (avatar ) do orixá que esta saindo . Ele segue novamente a ordem dos comprimentos ,agora não mais se deitando ao chão , para dar o dobale e o pão,mas só mente com seu ginca (saudação que os orixás fazem com o corpo ) , uma vez que o ila ( grito co que o orixá se anuncia ) só será conhecido após a queda ( retirada) do quele .
SAÍDA DO NOME
A terceira saída, muito esperada,é a “saída do orukó” também chamada “saída do ekodidé”( ekodidé é a pena vermelha do papagaio que se acredita propicie a fala do orixá ) ou “saída do nome”, momento em que o orixá revelará publicamente o seu nome secreto,que é parte de si mesmo. Apenas o iaô e a mãe - de - santo conhecem este nome.
É um momento de suspense,estimulado pelos outros filhos de santo que geralmente “viram”(entram em transe) ao ouvir o nome, tamanho dizem ser o axé no terreiro neste momento .
Dito o orukó,(nome) os atabaques imediatamente começam o adarrun( ritmo muito acelerado)e o orixá é levado para vestir suas roupas de rum ( dança ),ou seja, suas vestes típicas e suas“ferramentas”para dançar suas cantigas, pela primeira, vez em público .
SAÍDA DO RUM
Na última saída,a “saída do rum”ou“saída rica” o orixá entra,saúda os pontos principais com seu jicá e dança pela primeira vez em público.
Geralmente,nessa saída,o orixá dança apenas as músicas que lhe são atribuídas e nenhuma outra,mas há casos em que o novo orixá dança também para o orixá do pai-de- santo Não convém,entretanto,fazer dançar o orixá muito novo. Findo o rum,toca -se uma cantiga específica para retirar o orixá em transe da sala(“canta para subir” dizem os alabês) e o xirê prossegue até OXALÁ, encerrando o toque .
Está concluindo desse modo o ritual .
AJEUN
Sendo o ato tão importante no candomblé, é natural que comer constitua um ritual do qual todos possam participar.
Portanto, ao terminar o xirê toca-se e canta-se uma cantiga para a entrada do ajeun , refeição ritual deve ser compartilhada por todos os que estão no terreiro e que pode constar das mais diversas comidas e bebidas,de acordo com o orixá e com as posses do iniciado .
Essas comidas são preparadas com a carne dos animais sacrificados, pois apenas as vísceras e o sangue (onde se acredita estar o axé) são apreciados pelos orixás Desse modo sempre há carne de cabrito,de carneiro,de porco, muito bem temperada,e arroz , farofa,além das comidas rituais como acarajé,omolocum, feijoada,canjica,etc. .
O ajeun entra no barracão em alguidares e opons (gamelas de madeira), carregados na cabeça pelos filhos-de-santo e é depositado sobre a esteira,no chão.Chama-se a esta “mesa”de mesa dos orixás.
Ao cessarem os atabaques,a comida começa a ser servida,respeitando-se a hierarquia . Serve-se primeiro a mãe ou pa -de-santo, os ebomis iaôs,abiãs e finalmente o público, que não deve recusar o prato de ajeun,o que é considerado uma grande desfeita,pois quebraria o momento mágico de partilha do axé dos orixás .

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